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EFAI PARTICIPA DO “ADAC HEMS ACADEMY 4TH INTERNATIONAL EXPERT CONVENTION”

A ADAC HEMS ACADEMY (AHA), seguindo um calendário já conhecido e esperado pelos operadores de EC135 e EC145 ao redor do mundo, realizou nos dias 3 e 4 de Setembro de 2015 sua 4th INTERNATIONAL EXPERT CONVENTION.

Na edição deste ano, o evento, de abrangência mundial, reuniu operadores e centros de treinamento de 15 países. Representante da AHA no Brasil, a EFAI mais uma vez juntou sua experiência na área de treinamento à experiência dos operadores de EC135/EC145 presentes, contribuindo para o êxito da Convenção. Dentre os participantes, em sua maioria europeus, a EFAI destacou-se por ser o único Centro de Treinamento da América do Sul presente ao evento.

O primeiro dia do evento foi dedicado a uma série de workshops relativos à “menina dos olhos” da AHA – O novo simulador (FFS Level D) do H145, em fase de desenvolvimento e que deverá entrar em operação em 2017. O primeiro painel apresentou informações básicas do programa, como seu status atual, as novas tecnologias utilizadas e as novas capacidades que estarão à disposição dos pilotos. Entre estes itens destacam-se os atuadores elétricos em lugar dos tradicionais hidráulicos e capacidade de treinamento com a utilização de NVG. Também foram apresentadas as ferramentas complementares de treinamento desenvolvidas em paralelo, como o treinador de procedimentos de cabine.

Em seguida, foram apresentados outros quatro painéis:

1.    Treinamento orientado para a missão;

2.    Hardware / Software (fugindo do comum);

3.    Atualização técnica no H145 (estatísticas de manutenção dessa aeronave nas operações da ADAC); e

4.    Apresentação do compartimento médico do H145.

Dentre estes, o destaque foi para o primeiro, onde a audiência teve oportunidade de expor aos desenvolvedores do novo simulador, suas necessidade e expectativas em busca de um treinamento cada vez mais próximo de sua realidade de operação. Um dos pontos levantados e de fácil implementação, foi a inserção de comunicação dos órgãos de controle com outras aeronaves no cenário, como forma prover ao piloto um ambiente mais próximo do real, com mais esse elemento a ser gerenciado. A maioria dos simuladores utilizados hoje contemplam a possibilidade de presença de outras aeronaves, especialmente nas proximidades dos aeroportos em procedimento de pouso e decolagem, porém, estas aparecem apenas como parte do cenário, sem uma interação mais realista com o treinamento desenvolvido. Também foi discutida a possibilidade de se praticar o CRM e o processo decisório. Uma característica que já faz parte dos simuladores da AHA, e tida como diferencial, são os locais de acidente disponíveis para o treinamento de resgate em áreas remotas. Neste tipo de cenário, além do treinamento dos procedimentos relativos à operação da aeronave, o piloto tem a oportunidade de por em prática os conceitos envolvidos com o CRM e o processo decisório. Ao chegar ao local do acidente, o piloto faz o sobrevoo da área, identificando as características da área de pouso, condição de vento, possíveis eixos de aproximação e arremetida, obstáculos presentes nesses eixos e qualquer outro aspecto relevante para sua tomada de decisão quanto à forma de realizar a aproximação, pouso, resgate da vítima e decolagem da área restrita com um mínimo de risco para a operação como um todo. No novo simulador, algumas melhorias estarão presentes nesse cenário, como por exemplo uma melhora na qualidade da apresentação das condições de brown out e white out.

No segundo dia o foco foi o futuro. Sob o tema “O Futuro é agora”, foram apresentadas 6 (seis) palestras onde destacou-se a primeira, ministrada pelo Cmt Peter Fleischhacker, diretor de treinamento da ÖAMTC / Áustria. O tema foi a introdução do NVG e, principalmente, do PIS – Point in Space(ou como é conhecido no Brasil, PINS). Ao contrário do nosso PINS, que não foi pra frente, lá está em operação e vai muito bem, obrigado. O conceito é baseado em informações GPS para a realização de um procedimento de aproximação, como o nome diz, para um ponto no espaço, sem a necessidade de um auxílio em terra. Dessa forma, com o objetivo mais nobre do era o nosso – descidas para o litoral na região do Condomínio Laranjeiras, Parati e Angra – lá são feitas aproximações para helipontos em hospitais que de outra forma ficariam inacessíveis sob IMC.

Outra palestra que merece destaque foi ministrada pelo Sr. Martin Kress, Gerente de Produto do SituationalAwarenessSubsystem – SFERION da Airbus Defence& Space. Sob o título de Capacidade de Pouso Semiautomático de Helicópteros em Ambiente de Condições Visuais Degradadas, a apresentação mostrou o sistema que está sendo desenvolvido pela Airbus e que no futuro permitirá aproximações com alto grau de manutenção da Consciência Situacional dos pilotos. O sistema baseia-se na projeção na viseira do capacete o piloto (HMD – HelmetMounted Display) de uma visão sintética do terreno combinando informações do banco de dados do sistema com informações colhidas em tempo real por sensores instalados na aeronave. Esse sistema permitirá aproximações com visibilidade extremamente limitada, permitindo, inclusive, pouso em condição de brown out / White out.

A 4th INTERNATIONAL EXPERT CONVENTION recebeu um toque humanitário graças a uma feliz iniciativa da organização. Nas edições anteriores, os participantes receberam da ADAC um souvenir que neste ano, face aos problemas enfrentados pelos refugiados que buscam abrigo na Europa, teve seu valor convertido em doação a uma organização de ajuda humanitária. A organização escolhida foi a GERMAN DOCTORS – HILFE, DIE BLEIBT (Médicos Alemães – Ajuda que permanece). Fundada em 1983, a GERMAN DOCTORS tem sua sede em Frankfurt e desenvolve atualmente 9 projetos de ajuda humanitária em 6 países (Filipinas, Índia, Bangladesh, Kenya, Serra LeoaeNicarágua).

 

Fechando o evento, o Sr. Thomas Gassmann – Diretor de Desenvolvimento de Negócios e Vendas da AHA, ratificou o sucesso do encontro e já apresentou o convite para 2016. É sabido que as instalações estarão com as obras da instalação da infraestrutura do FFS Level D do H145 em andamento, mas independentemente disso, uma coisa é certa, quem comparecer vai presenciar, da mesma forma que presenciamos na edição de 2015, a difusão de “ideias que valem ser disseminadas”.

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